quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Set/96

Conforme caminha o mundo
Caminham com ele meus pensamentos
Se deixando ficar
Em lugares cada vez mais distantes
Não me preocupo em procurá-los
Pensamentos não me fazem falta
Eles brotam em mim
Como e erva no jardim
E me entristecem
Pois roubam da minha mente
A dimensão da poesia.

1996

Desceste para o mundo
Com o caos em tuas mãos
Deixaste o caos na terra e
Arrasaste um coração
Não eras pessoas sincera
Agias como um tufão
Um pé de vento
Soprando velas
Deixando um peito na escuridão.

1997

Por que você não vem?
Eu continuo sentada
Olhando para o teto
A lhe esperar.
O telefone?
Não toca!
A musica?
Acaba!
E eu?
Aqui. Feito idiota
Vendo a vida passar.

Jul/97

AH! Vontades...
Vontade de vida
Vontade de corpo
De alma
De sexo
De amor
De tesão!
Vontade de loucura
De descobrir alguma cura
Para a civilização

1996

Diga-me por que eu te amo como amo
Tão louca e espontaneamente
Tão dadivosa e antropofagicamente
De um jeito impossível de se explicar
Diga-me porque eu te quero como quero
A todo instante a cada momento
No corpo no pensamento
Sentindo tua mão a me acariciar
Diga-me porque te amo, te quero, te desejo
Te espero
A cada toque , a cada olhar.