terça-feira, 21 de outubro de 2008

piove...

ja estou ficando um quê
entre o cinza e o verde.
um cinza carregado de chuva
contagioso
contagiada
pelas cinzas nuvem que nunca partem,
e um verde de mofo
úmido
incomodo
insosso...
me devolvam o sol
sobre a minha cabeça
e o vento no meu rosto
cansei da fria e fina chuva,
que insiste em me aporrinhar.

domingo, 19 de outubro de 2008

de pato pra ganso

deixando por breves instantes a poesia de lado,
ou não,
ja que música não deixa de ser uma forma de poesia
segue uma letra, da qual gosto muito:

No sun will shine in my day today
(No sun will shine.)
The high yellow moon won't come out to play
(Won't come out to play.)
Darkness has covered my light (and has changed,)
And has changed my day into night
Now where is this love to be found, won't someone tell me?
'Cause life, sweet life, must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle where the livin' is hardest
Concrete jungle, oh man, you've got to do your best, yeah.

No chains around my feet, but I'm not free
I know I am bound here in captivity
And I've never known happiness, and I've never known sweetcaresses
Still, I be always laughing like a clown
Won't someone help me?
Cause, sweet life, I've, I've got to pick myself from off the ground, yeah
In this here concrete jungle,
I say, what do you got for me now?
Concrete jungle, oh, why won't you let me be now?

I said life must be somewhere to be found, yeah
Instead of a concrete jungle, illusion, confusion
Concrete jungle, yeah
Concrete jungle, you name it, we got it, concrete jungle now

Concrete jungle, what do you got for me now
Bob M.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Tudo vira poesia

Tudo vira poesia

Basta olhar em volta

Pensar em reviravolta

Dia e noite

Noite e dia

Apenas um olhar

E lá está a poesia!

Adoro abraço

Odeio pisar de meia no chão molhado

Adoro tomar banho

Odeio esperar

Adoro meus amigos

Odeio gente mal educada

Adoro cozinhar

Odeio que dêem palpite na minha cozinha

Adoro morar na praia

Odeio calor que não tem fim

Adoro ficar envolta em meio liquido

Odeio ficar cheia de areia

Adoro ter razão

Mas não tenho medo de errar

Nem de me desculpar sempre que preciso

Adoro aspargos, mascarpone, gorgonzola, vinho, lareira, namoro...

Adoro minha profissão

Odeio não trabalhar nela como esperava

Adoro Caos, Fractais, Física Quântica, O fim das certezas

Odeio o Cartesianismo vigente

E assim sucessivamente...

Outro presente

Uma Paulistinha

(de Bernardino Fialho – Mestre tio Neno)

Conheci uma paulistinha

Que me deixou impressionado

Achei que tinha sonhado

Mas era realidade

Ela ali na minha frente

Me olhando sorridente

Então vi: era verdade!

Escuta bem, minha amiga

Isto que dizer-te

Foi muito bom conhecer-te

Me trouxeste alegria

Pois eu, este gaucho rude

Fiz tudo, tudo que pude

Fiz até uma poesia.

Pense bem cara Heloisa

E escute bem o que eu digo

Se precisar deste amigo

Na hora da aflição

Eu estarei ao teu lado

Lutando desesperado

Segurando a tua mão.

Eu quero te ver assim

Sempre alegre e contente

Com teu sorriso transparente

Com esta tua simpatia

É ela que me acalma

Que conforta a minha alma

Faz da vida esta alegria.

Depois que te conheci

O mundo mudou de cor

A vida tem mais valor

E a culpa é toda tua

Já não sei mais o que eu faço

Eu penso no teu abraço

E perambulo na rua.

Pra falar a verdade

O teu abraço apertado

Me deixou desesperado

Sem entender a razão

O teu sorriso menina

E a tua alma cristalina

Roubaram meu coração.