As vezes vivencio certas sensações em mim
que são completamente indefinidas,
não sei se boas ou ruins,
mas existentes.
Não sei explicar o que me causam
se me alegram ou entristecem,
sei apenas que lá está,
alojada em algum lugar entre
o peito
e a garganta,
indefinida
se silencio
ou grito
de dor
ou de amor...
indefinida,
mas tão presente,
que não se pode negar.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Duas Quadras do Mar ( de Raquel Lemos)
Gosto do mar. Gosto da sensação de não saber o tamanho da próxima onda. Sem vergonha e salgada. Cuidado com os buracos. Do cheiro. Daquele frio na nuca que não tem causa aparente. Não vá para o fundo. Gosto do ir e vir. Sem pressa. Do ritmo. Gosto de assistir chegar. Da onda se mandar, sem satisfação. Sal me equilibra. Sou doce por dentro.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Mágico (de Marcia Maia)
Ele não sabe o poder que tem. De despertar varandas e passarinhos. De reinventar os dias novos sempre iguais. De em silêncio, transformar tudo o que toca. Em meu corpo, jamais fez brotar fogos de artificio ou sinfonias.Só amanheceres longuissimos e adágios.E quando o cheiro de café derrama-se,nas manhãs, pela cozinha,é como se de novo-e sempre-me abraçasse.
componha-me
Cansei de ser gente,
quero ser poesia.
Componha-me em versos
Livres.
Componha-me
Sem métricas.
Sem rimas.
Cansei de ser gente,
e por suas mãos
serei nada
além de poesia.
quero ser poesia.
Componha-me em versos
Livres.
Componha-me
Sem métricas.
Sem rimas.
Cansei de ser gente,
e por suas mãos
serei nada
além de poesia.
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