sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mudanças à vista!!

É difícil pensar em mudanças apenas com otimismo. Todas elas, sejam de espaços físicos, paradigmas, trabalho, são custosas. Gastamos tempo, energia, muita cuca fazendo planos...e nem todas acabam como era esperado mas, todas sem exceção, envolvem um processo único de desapego e esperança.
Mais uma vez na vida, beirando os 35 anos, vivo esse processo. E ao contrário dos outros momentos em que tive que encará-la, dessa vez está sendo um pouco mais leve, apesar da mudança ser bem maior. é claro que tem um bocado de medo à espreita, e uma insegurança com o " que há de vir" que insiste em ficar por perto, mas ao mesmo tempo ela vem acompanhada da realização de um sonho antigo e é impossível que isso seja ruim!
A parte chata é assumir -sem nenhum tipo de arrependimento que fique claro!- que aquilo em que acreditei e pelo qual lutei nos últimos 7 ou 8 anos, deixou de me tocar. Perdi o amor pela causa, mas levo um aprendizado profissional e pessoal enorme. Mas apesar da tristeza que me causa perceber o que não me serve mais, também traz uma nova energia diante da consciência de que não preciso ficar sentada esperando algo remotamente parecido aparecer na minha vida pra continuar caminhando, eu posso simplesmente MUDAR DE VIDA!! E daqui pra frente ser e fazer qualquer coisa que eu desejar. Tudo bem, é muito mais fácil falar do que fazer, mas a porta está aí, aberta na minha frente, só preciso levantar a bunda da cadeira e sair. Sair pra um mundo de possibilidades!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Ainda dá tempo de falar sobre as tais resoluções para o novo ano?

Que em 2013 eu consiga me importar cada vez menos com os pré-conceitos de quem se acha no direito de julgar as escolhas alheias.
Que eu tenha cada vez mais coragem de viver de acordo com as minhas escolhas e os meus valores.
Que esse valores cresçam cada vez mais embasados no respeito ao outro.
Que eu tenha tolerância e paciência com aqueles que pensam, escolhem e agem diferente de mim, sem julgamentos ou críticas, mas com amor e respeito à essas diferenças...
E que assim sendo eu possa viver em paz, no caminho que escolhi, sem nunca causar mal a ninguém.

Ah!! E se não for pedir muito, Ano Novo, sem ninguém palpitando na minha vida.

E ao amigos amados, companheiros de jornada,todo meu amor e desejo de que continuemos caminhando juntos por essa vida, por muitos e muitos anos...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

60 anos

Hoje meu pai faz sessenta anos. Mais da metade desse tempo ele tem sido meu pai.
Desde que o conheço ele já foi muita coisa...já teve fama e dinheiro, já perdeu tudo, começou de novo muitas vezes, já passou por duas próteses de fêmur, um quase ataque cardíaco...já foi um pai incrível e outras vezes nem tanto...mas nunca, nem por um minuto deixou de ser o MEU pai. Um ser humano com defeitos como eu e você, mas também com um coração enorme. Eu e ele passamos por tanto juntos, só eu e ele em períodos difíceis da nossa vida em que a companhia e o cuidado era tudo que ele tinha pra dar, e isso era suficiente. Ele nunca foi um herói, nem sempre meu melhor exemplo, mas desde muito cedo me ensinou o que realmente importa..."filha quando perguntarem o que vc vai ser quando crescer, responda que você vai ser feliz!" Isso é o que realmente importa! E quando eu questiono meu caminho e minhas escolhas, penso que sou feliz sim, e lembro dele, e ele caminha comigo todo o tempo. Nesse anos todos pode ter faltado dinheiro, pode ter faltado diálogo, pode ter faltado um mundo de coisas, mas nunca deixou de haver muito amor. E orgulho de sabê-lo meu pai, mesmo nos dias mais escuros...porque ele me ama, acredita em mim e me respeita, do jeito que sou e na vida que escolhi, porque meus valores vem do que ele me ensinou, que felicidade é mais importante do que muito dinheiro...pelo menos foi assim que entendi...Hoje ele está ficando mais velho e acho eu, que um pouco mais ranzinza também...mas e daí? Ainda espero que ele tenha mais 60 anos pela frente pra continuar sendo sempre meu pai "preferido".
Paizinho, feliz aniversário!!! Amo-te por toda a vida!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

"Ai, ai, ai, ai...ta chegando a hora"

Para Raphael Fernandes Prado

Se faz preciso acostumar com a idéia da ausência. Quer dizer, não com a idéia, porque ela existe desde que nos conhecemos, é então preciso se acostumar com o fato.
Chegou a hora.
É hora de se acostumar com a ausencia do convivio.
É hora de aprender que a saudade não vai se resolver com um telefonema, um convite pro almoço, um encontro ao acaso no chalezin ou uma pedalada de 5 min até sua casa.
É hora de desapegar da trilha sonora ao fundo...vc e o violão, quantas vezes, me fazendo companhia sem palavras nem conversas...
É hora de reavivar na lembrança as demonstrações mais deliciosas de "explosão de sabores"!!
É hora de convecer esse amor de amigo, que é possessivo e egoísta e não quer te ver partir, de que o desapego é preciso.
É hora de me convencer de que talvez a saudade, que vem, nem vai ser tão doída, de que o tempo vai passar rápido e que, antes que fique realmente dificil, vc vai estar de volta.
É hora de desejar com todo o coração que essa viagem seja exatamente tudo o que você espera...

Despedida

Rubem Braga


E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.

Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.

A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

From Gabriela Rozman

Uma grande pequena amiga, na distante Londres, viu e lembrou de mim...
It's good to be remembered!

https://www.youtube.com/watch?v=XCMczEBuII4


http://www.sodez.com.br/